São Brás
A festa de São
Brás é celebrada, de acordo com a Liturgia, no dia 3 de Fevereiro,
e, se não for ao domingo, no domingo imediato ao dia 3. Se não
for ao domingo o dia 3, a festa consta de 3 Eucaristias celebradas na capela
do santo: às 08h; às 09h30 e às 19h, sendo celebrada
no domingo a seguir a Eucaristia solenizada e com a participação
de uma enormíssima multidão de pessoas que ultrapassa a dimensão
do igreja, seguida de procissão, com uma peculiaridade: depois de
dar a volta às capelas, a procissão pára e o andor
de São Brás recolhe à sua capela, seguindo a procissão
para a igreja.
Sendo o dia 03 ao domingo, na capela só é
celebrada Eucaristia às 09h30, sendo as das 08h e a das 11h [solenizada]
na igreja paroquial.
Embora se mantenham os comerciantes da festa da Senhora
das Candeias, é uma festa mais centrada na devoção
a São Brás. De facto, acorrem à sua capela muitos e
muitos devotos durante todo o dia. É a segunda “romaria” do ano,
diz o povo. Embora também a origem desta festa se perca no tempo,
mais do que a antiguidade, talvez contribua para a concorrência deste
mar de devotos o facto de o busto de São Brás que se venera
na capela, servir de relicário, pois no seu interior, à vista
dos devotos, estão relíquias deste santo.
Da parte de tarde, o número de pessoas aumenta
muito mais e, pelas 15 horas, até ás 16, não se pode
quase dar uma volta em toda o vasto recinto à volta das Capelas e
da Igreja.
1Este trabalho tem por base:
- O artigo do antigo pároco [1977-1999] de Santa Maria de Landim, PE DR AUGUSTO CARNEIRO DE SÁ, “O Mosteiro de Santa Maria de Landim”, Boletim Cultural da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Junho de 1981, 91-15.
- A página na internete da Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).
- O artigo do semanário local “Notícias de Famalicão” de 03 de Fevereiro de 1995, pp 5-10. |
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Festa Nossa Senhora das Candeias
As
origens da festa da Senhora das Candeias [hoje chamada Festa da Apresentação
do Senhor] perdem-se no tempo. Era uma das festas religiosas a que os Agostinhos
[Cónegos que viviam no Mosteiro] tinham especial devoção.
Foi, é e continuará a ser uma enorme romaria. Claramente uma das
maiores, se não mesmo a maior do concelho de Famalicão.
Celebrada, como a Liturgia indica, no dia 2 de Fevereiro,
começa com a benção das velas e procissão em direcção
à igreja paroquial onde se celebra a Eucaristia. Isto é comum
a todas as paróquias, pois é assim que a Liturgia indica.
O específico é o mar de gente que com a Eucaristia,
as tendas de comerciantes e os agricultores com o seu melhor gado se vai juntando
logo pela manhã.
Outrora, para desenvolver o comercio interno, à base
dos frutos da terra até quase aos nossos dias, os Cónegos criaram
feiras neste seu Couto de Landim, inclusivé está a da Senhora das Candeias.
A parte da organização dos comerciantes no
terreno tem a ver com a Junta de Freguesia, mas a organização
da feira e do grande concurso pecuário, que atrai muitíssimas
pessoas, mesmo vindas de longe e de fora do concelho, é da responsabilidade
da Confraria do Senhor das Santas Chagas.
1Este trabalho tem por base:
- O artigo do antigo pároco [1977-1999] de Santa Maria de Landim, PE
DR AUGUSTO CARNEIRO DE SÁ, O Mosteiro de Santa Maria de Landim,
Boletim Cultural da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão,
Junho de 1981, 91-15.
- A página na internete da Direcção Geral de Edifícios
e Monumentos Nacionais (DGEMN).
- O artigo do semanário local Notícias de Famalicão
de 03 de Fevereiro de 1995, pp 5-10. |
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